Cá onde o sol não tem pressa
e os passos são nossos,
entrego-me ao peso do corpo.
Subimos ao topo,
ar rarefeito coração feito,
a partir daqui tudo é pós, tudo miragem.
Se por sorte o caminho é longo,
o vento amaina pedras e dores
e a vida segue a reboque.
Sentada no cimo do tempo,
sem mais caminho a percorrer,
aqui fiquei, imersa no que vivi.
Tudo miragem
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